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Travessia da Neblina: Pedra da Cruz, Queixo e Nariz do Frade

Atualizado: 23 de mar.



A Travessia da Neblina é uma trilha clássica pertencente ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos (PARNASO) que pode ser feita em um único dia. Ela se inicia na sede de Teresópolis, no Estado do Rio de Janeiro, e possui um total de 15km de muita caminhada, escalaminhadas, rapéis e lugares impressionantes feita em torno de 7/9h.


Resumo Travessia da Neblina
Resumo Travessia da Neblina

* Os dados sobre "Dificuldade Média" são baseados no documento oficial da FERMEJ (Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro), clique aqui e saiba mais sobre a Metodologia de Classificação de Trilhas.

 

O que você vai encontrar neste post?


› Qual a melhor época para realizar a Travessia da Neblina? › Como é a Travessia da Neblina no PARNASO?

 

Qual a melhor época para realizar a Travessia da Neblina?


A melhor época é durante a Temporada de Montanha que vai de abril a setembro, isso porque tendemos a ter dias mais secos (sem chuvas e raios) e abertos, tornando mais segura a conquista. Não é impeditivo ir fora dessa época desde que consiga uma boa janela de tempo.


Como é a Travessia da Neblina no PARNASO?


A travessia pode ser feita em ambos os sentidos, o relato aqui é pelo caminho mais comum, iniciando pela subida da Pedra da Cruz.


⚠ É recomendando ir com guia local ou com alguém que já conhece a região e sabe utilizar as técnicas necessárias. É uma travessia considerada moderada, com trechos de difícil orientação e é indicada para montanhistas mais experientes.




O início da trilha é a mesma que leva a Pedra do Sino, então é uma trilha com uma subida constante em zig-zag, sem grandes obstáculos. Há uma bifurcação para esquerda para entrar na trilha da Pedra da Cruz e não há sinalização. Entretanto, é possível pegar uma bifurcação anterior, logo após a Cachoeira do Papel, que leva ao Paredão Paraguaio, diminuindo o trajeto em torno de 3km a sua caminhada.



A trilha até o Paredão Paraguaio é mais fechada, íngreme e com escalaminhada, mas nada muito diferente do que o caminho à frente. Essa bifurcação não é um atalho, é de fato uma trilha que, inclusive, é utilizada para quem quer chegar ao Paredão para realizar a escalada.


A trilha segue contornando o Paredão que leva ao cume da Pedra da Cruz, se passa por alguns trechos mais expostos, mas sem necessidade de equipamento de segurança específico.

Chegamos na Pedra da Cruz com um visual incrível da Serra com seus 2.130m altitude, podendo destacar a Agulha do Diabo, Mirante do inferno, Dedo de Deus, Escalavrado e os 3 Picos.

Após aproveitar a primeira conquista do dia e assinar o livro de cume, é hora de continuar a travessia, porque lugar de tirar o fôlego é o que não falta!



Saindo da Pedra da Cruz o próximo destino é descer até o Queixo do Frade e depois descer até a base da Chaminé (nariz) que leva até a Verruga do Frade. A Verruga é conquistada por meio de uma escalada no estilo chaminé, então é necessário fazer a travessia para subir, nesse dia eu apenas fiz a travessia.

A caminhada começa a apresentar mais exposição, escalaminhadas e mata fechada, até chegar ao primeiro rapel. Lembrando que a maior parte da trilha possui alta exposição solar. Aqui a orientação complica um pouco e mata também é mais fechada.


Chegamos de frente para Verruga / Nariz do Frade, um dos meus pontos favoritos e essa é hora de montar o primeiro rapel, são dois até retornar a trilha que irá nos levar até o nariz. Caso faça o sentido inverso, você irá fazer escalando.



O primeiro segue a linha da escalada com um grampo simples possuindo cerca de 30m. Após esse grampo é realizado um rapel horizontal para a esquerda (de frente para a rocha) com cerca de 20m.



Hora de descansar um pouquinho e aproveitar a sombra antes de continuar a travessia. É possível dar uma olhadinha de como é a chaminé (Grau de Dificuldade: 4º A1 E3) por dentro e ficar com a vontade de escalar na próxima.



Nesse ponto, descemos em direção ao paredão RoyRoy para fazer o último rapel, o mais íngreme, então se você vai escalando, já sabe que esse será o trecho mais desafiador.

Achei incrível que no percurso havia muita Barba de Velho que é um bioindicador do ar, e ficar vendo a Verruga e o Nariz de todos os ângulo é muito incrível. A dica do último rapel é manter a esquerda.

Após isso, há um pequeno trecho bem erodido até cair na trilha novamente, porém ainda com difícil orientação. Após a caminhada saímos entre a Cachoeira do Papel e Véu da Noiva, e depois do rapel, a caminhada dura cerca de 2h até chegar na saída da trilha da Pedra do Sino.



 

Orientações para Travessia da Neblina


Todos os atrativos do PARNASO podem ser visitados sem o acompanhamento de um Guia ou de um Condutor de Visitantes. Entretanto, para algumas atividades como escaladas e caminhadas nas áreas de montanha, como essa Travessia, se recomenda a presença de uma pessoa que conheça o atrativo.


⚠ Antes de visitar o PARNASO é importante conhecer as Regras de Uso Público do PARNASO e algumas normas de conduta consciente em áreas protegidas.


🔗 Links que podem te ajudar:


No atual momento (2023), é necessário pedir autorização ao PARNASO para realizar a escalada e não está sendo cobrada a entrada.

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Quem escreve?

Fernanda Diva sorrindo sobre uma montanha de nevada

Fernanda Diva

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Sou montanhista, viajante, cientista, escoteira, nômade digital, criadora de conteúdo outdoor & fundadora da SOUL AVENTUREIRA. Falo aqui sobre trekking, camping, escalada, montanhas, cachoeiras, praias e muita informação sobre o universo outdoor. 
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