Como é o trekking no Vale do Pati? - 5 Dias
- há 5 dias
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Localizado na Chapada Diamantina, o Vale do Pati é um dos percursos de multiday hiking mais espetaculares do Brasil. Essa região é famosa por seus vales imponentes, morros monumentais, cachoeiras de águas cristalinas e paisagens de tirar o fôlego.
Existem diversos formatos de se realizar um trekking nesta região, variando duração e nível de dificuldade. O roteiro escolhido por mim foi o de 5 dias, cobrindo longas distâncias e com um desnível acumulado significativo. O Vale do Pati está localizado dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina e é cercado por formações rochosas e morros característicos da região. É essencial lembrar que o roteiro pode ser ajustado devido a condições climáticas ou outras circunstâncias imprevistas.
A minha expedição foi feita com @trekkinghousechapada e se você quer realizar esse trekking incrível aproveita que tem desconto para leitores!
Nesse artigo, irei falar como foi o dia a dia, porém se você quiser saber dúvidas específicas como: o que eu levei, como é a hospedagem ou até sobre a alimentação, clique aqui.
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O que você vai encontrar neste post?
› Dia 1 - Guiné à Dona Raquel
› Dia 2 - Dona Raquel ao Zé Preto
› Dia 3 - Zé Preto ao Seu Eduardo
› Dia 4 - Seu Eduardo
› Dia 5 - Seu Eduardo à Guiné
Dia 1
Iniciamos o circuito no povoado de Guiné, aos pés da Serra do Sincorá, onde o transfer organizado pela agência a nos deixou após um café da manhã reforçado. Começamos a subida em direção ao Mirante do Aleixo, já dando o tom do dia.
Em seguida, a trilha segue pelos Gerais do Rio Preto, uma planície no topo da serra com vista panorâmica para as montanhas e um cenário aberto que parece um jardim natural. Inclusive, com parada no Rio Preto para mergulho e apreciação.
Dali, seguimos em direção ao Mirante do Vale do Pati, um dos pontos mais marcantes de toda a travessia, com o vale se abrindo completamente diante da gente. Esse foi um dos visuais mais impressionantes do dia.
Depois desse momento, iniciamos a descida mais forte rumo ao interior do vale, passando pela igrejinha e entrando na região do Rio Pati. A partir daí, o caminho passa a acompanhar o rio, com várias paradas ao longo do percurso. Passamos pelas cachoeiras Altinas, Funis e Bananeiras, alternando trechos de caminhada com paradas para banho nas cachoeiras e descanso ao longo do rio.
O dia segue nesse ritmo até chegarmos na casa de apoio, onde pernoitamos na casa da Dona Raquel (isso pode variar). Lá tivemos jantar preparado pelos moradores e encerramos o primeiro dia dentro do vale.
Durante a caminhada, é inka toilet, e para maior conforto e praticidade, especialmente para as mulheres, recomendo o uso de pee cloth. Vale lembrar da importância de captação e purificação adequada de água na trilha. O princípio do leave no trace é seguido durante todos os dias.
Dia 2
Após o café da manhã na casa da Dona Raquel, iniciamos o segundo dia da travessia no Vale do Pati com destino ao Morro do Castelo. Para esse trecho, seguimos apenas com mochilas de ataque, levando o essencial para o dia.
A subida leva até a Gruta do Castelo, um dos pontos mais conhecidos do percurso, e continua em direção aos mirantes do topo, onde o visual se abre completamente em 360°. Dali, é possível contemplar toda a imensidão das montanhas ao redor e também a região da Floresta do Calixto, um trecho preservado de vegetação nativa que contrasta com o cenário das formações rochosas do vale.
Depois de aproveitar o topo, iniciamos a descida de volta ao vale. No caminho, fizemos uma parada para banho de rio, um dos momentos mais revigorantes do dia, antes de seguir de volta para a base.
No final da tarde, retornamos para a casa de apoio, desta vez na casa do Zé Preto, onde passamos a noite. Foi ali que encerramos o dia com jantar preparado pelos moradores e uma fogueira, em mais um momento de convivência dentro do vale.
Dia 3
Saímos da casa do Zé Preto e iniciamos o terceiro dia da travessia no Vale do Pati com uma caminhada mais leve, seguindo em direção ao Poço da Árvore. O primeiro trecho do dia já leva a um dos pontos mais agradáveis para banho e descanso, com águas claras e pequenas quedas que formam piscinas naturais.
Depois dessa parada, seguimos em uma curta caminhada até o Encontro dos Rios, onde tivemos nosso almoço preparado pelo guia. Esse é o ponto onde o Rio Pati encontra o Rio Calixto, formando um cenário de piscinas naturais e águas transparentes espalhadas entre as pedras. A sensação no lugar é de pausa completa, um dos momentos mais marcantes de toda a travessia.
Após o almoço, continuamos a caminhada seguindo o curso do vale. No caminho, fizemos um desvio até a Cachoeira do Império, que acabou sendo um dos pontos mais fortes do dia, tanto pela queda d’água quanto pelo ambiente ao redor. Encerramos a caminhada na casa do Seu Eduardo, onde passamos a noite.
Dia 4
Saímos da casa do Seu Eduardo e iniciamos o quarto dia da travessia no Vale do Pati com destino ao Cânion do Cachoeirão por baixo, um dos trechos mais impressionantes de toda a expedição. A caminhada segue por trilhas dentro da mata e por trechos de leito de rio e grandes pedras, em um cenário mais fechado e preservado, até chegarmos ao Poço do Coração, que se revela aos pés do cânion.
Ao alcançar a base do Cachoeirão, o cenário muda completamente. Somos cercados por paredões gigantescos, com mais de 270 metros de altura, que deixam evidente a dimensão e a força desse lugar. A sensação é de estar muito pequeno diante da imensidão do vale.
Ali, fazemos uma parada para banho nas águas geladas do poço, em um ambiente totalmente isolado, onde o silêncio e a escala do cânion tornam a experiência ainda mais intensa. É um dos momentos em que o Pati mostra uma das suas faces mais impressionantes, com a vista de baixo para cima revelando toda a grandiosidade da formação. Foi o auge do percurso de 5 dias tanto em trilha quanto em visual. Voltamos para casa do Seu Eduardo para passarmos nossa última noite no vale.
Dia 5
Chegamos ao quinto e último dia dessa jornada no Vale do Pati. Saímos cedo da casa de apoio porque hoje é um dos dias mais longos da travessia. Começamos com uma subida mais exigente, com bastante exposição ao sol ao longo do caminho.
A primeira grande parada do dia foi o mirante do Cachoeirão por cima, um dos cenários mais impressionantes de toda a expedição. De lá, a gente consegue ter a dimensão completa do cânion, um contraste enorme com a experiência do dia anterior, quando estávamos lá embaixo, dentro dele. Estar ali em cima torna tudo ainda mais especial e mostra a escala absurda desse lugar.
Depois desse momento, seguimos até uma área de descanso onde fizemos a parada para banho e almoço, em um ponto de cachoeira no caminho, um verdadeiro oásis no meio do percurso.
A caminhada continua por mais um longo trecho até chegarmos ao Rio Preto, onde fizemos mais uma parada para banho antes de seguir o último trecho da travessia. A partir daí, iniciamos a descida de volta pelo Mirante do Aleixo, fechando o ciclo por onde tudo começou no primeiro dia. Esse retorno tem um significado forte dentro da travessia, porque é literalmente o encerramento do circuito.
No final da trilha, o transfer organizado pelo guia já estava nos esperando para o retorno até Lençóis ou até o Vale do Capão, encerrando oficialmente a expedição.
E se vale a pena conhecer o Vale do Pati? SEM DÚVIDAS!
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